06 novembro, 2005

CORTOU O PÉNIS A ABRIR UM PACOTE


Apesar de se ter dirigido a duas unidades de saúde, Vítor Carapinha não conseguiu ser assistido por um médico e precisou que um polícia lhe emprestasse dois euros para voltar a casa, sem curativo.
Foi um acontecimento insólito e uma noite azarada, que recorda com o sorriso próprio de quem sabe rir da infelicidade, mas reconhece que apenas por milagre não sofreu lesões incapacitantes.
“A navalha ficou mesmo junto à artéria principal. Se fosse um dedo ao lado eu apagava, batia a bota”, afirmou ontem ao Correio da Manhã.
O acidente ocorreu a 23 de Janeiro, pelas 23h00, quando Vítor Carapinha, que já “tinha bebido um copo a mais”, pegou num pacote de litro de vinho e o colocou entre os joelhos, para abrir com a navalha. “O braço escapou-me”, explicou.
Após estancar os ferimentos no pénis e numa perna com uma camisola, Vítor caminhou uma hora até ao Centro de Saúde da Chamusca, apoiado por um tio e um amigo. Mas a unidade estava encerrada.
O azar continuou depois de chamados os bombeiros para levarem o ferido ao Hospital de Torres Novas. A viagem, que deveria demorar 15 minutos, excedeu a duração habitual, porque a ambulância ficou retida na passagem-de-nível de Riachos grande parte do tempo.
“Senti-me a apagar”, referiu Vítor Carapinha, explicando que chegou a perder os sentidos. Já depois da 01h00, o ‘Botas’, como é conhecido, deu entrada na urgência do Hospital de Torres Novas, mas as coisas voltaram a dar para o torto: “Disseram-me que tinha de esperar até de manhã”.
Sem paciência e sem querer pagar o regresso de ambulância, Vítor dirigiu-se a uma cabina para telefonar, mas verificou que não tinha dinheiro. Irritado, danificou o aparelho. E foi isso que lhe valeu. Minutos depois a Polícia chegava e um agente emprestou-lhe dois euros para ligar à mãe, que o levaria a casa.
Na manhã seguinte, foi enfim assistido, no Centro de Saúde da Chamusca, onde tinha começado uma das noites mais azaradas da sua vida.
OUTROS INSOLITOS:
ENTALADO:
Um homem de 36 anos foi internado no Hospital de S. João, no Porto, em Março do ano passado, por ter estrangulado o pénis numa chave de estrias. Residente em Ferreiros, Braga, terá confessado que pretendia concretizar uma experiência solitária de prazer. Mas o pénis inchou e foi forçado a receber assistência hospitalar.
DENTADA:
Uma mulher de nacionalidade ucraniana, violada por dois compatriotas, deu uma dentada no pénis de um dos agressores, quando a obrigava a praticar sexo oral. O caso ocorreu em Novembro de 2002 na zona de Albufeira e os dois homens foram detidos. A vítima tinha 28 anos.
INCHAÇO:
Nas urgências hospitalares as situações insólitas de cariz sexual são recorrentes. Um homem de 60 anos apareceu um dia sem calças e tapado por um lençol de banho. Tinha uma namorada mais nova e injectava papaverina para ter erecção. Nesse dia dobrou a dose, o que provocou uma trombose no pénis. Foi operado de urgência.
Cláudio Garcia, Leiria