Hoje, foi o meu primeiro dia de aulas, e parece que alguém fez a festa. Ao sair da escola deparei com cerca de vinte pessoas a olhar p’ró céu e com um auxiliar de educação a apanhar sacos de plástico, idênticos aqueles que embrulham as camisas, t-shirts, etc. Espantosamente, quando olhei para o céu reparei que havia centenas de sacos de plástico a voar, provenientes certamente de algum avião. E perguntei-me! – Será que os feirantes andam de avião? – Ouve um despiste, na auto-estrada das nuvens entre dois aviões, sendo um deles de um feirante, espalhando camisas p’ra um lado e sacos p’ró outro? Pensem nisto… A razão está por descobrir… investiguem, coloquem sugestões, chamem a PJ das nuvens, descubram… ai a poluição meus amigos..
Agora de cara lavada, o Sucata de Letras trará assuntos atuais e já no novo acordo ortográfico.
19 setembro, 2005
Hoje, foi o meu primeiro dia de aulas, e parece que alguém fez a festa. Ao sair da escola deparei com cerca de vinte pessoas a olhar p’ró céu e com um auxiliar de educação a apanhar sacos de plástico, idênticos aqueles que embrulham as camisas, t-shirts, etc. Espantosamente, quando olhei para o céu reparei que havia centenas de sacos de plástico a voar, provenientes certamente de algum avião. E perguntei-me! – Será que os feirantes andam de avião? – Ouve um despiste, na auto-estrada das nuvens entre dois aviões, sendo um deles de um feirante, espalhando camisas p’ra um lado e sacos p’ró outro? Pensem nisto… A razão está por descobrir… investiguem, coloquem sugestões, chamem a PJ das nuvens, descubram… ai a poluição meus amigos..
13 setembro, 2005
Pega a galinha..
Mais completo, impossível. A Cidade de Deus, filme de Fernando Meirelles, baseado no romance de Paulo Lins, é simplesmente extraordinário, uma obra de arte das que não se viam desde os tempos de David de Miguel Ângelo.
Sempre em torno do fulcro da questão, Meirelles, com o apoio da co-directora Katia Lund, fizeram esta maravilha. Criaram uma oficina de interpretação e trabalharam com actores não profissionais do Rio mais de oito meses antes do filme. Utilizando as mais recentes técnicas cinematográficas, este filme é atractivo, impactante e visceral.
Este elenco não seria tão perfeito se não tivesse havido o trabalho de Lund que já havia trabalhado na favela Cidade de Deus algumas vezes incluindo num vídeo-clip de Michael Jackson.
O narrador participante e a capacidade do elenco reproduzir a história que lhes é muito próxima, leva a que veja-mos este filme como um documentário.
A história começa então com uma galinha a fugir por entre ruelas e passagens com um bando de marginais armados até aos dentes, atrás de si depois do pobre animal ter assistido à morte de uma companheira proporcionando uma perseguição tão intensa que não vemos desde a aparição de Matrix, que deu inspiração ao autor quando vemos as cenas fotográficas.
Tudo isto é a introdução para uma história que remonta a décadas atrás numa das mais pobres favelas, a Cidade de Deus. Mas o que destaca no filme é a história de Buscapé que é um rapaz que quer ganhar a vida honestamente como fotografo o que vai ser complicado. É esta também a personagem que serve como narrador para o filme e que nos explica de várias maneiras a história.
Filmado apenas em nove semanas, este filme recebeu dezenas de prémios a nível mundial incluindo nomeações para os Oscares da Academia para melhor director, melhor fotografia, melhor montagem e melhor roteiro adaptado , melhor filme estrangeiro nos Globos de Ouro e revelação do Festival de cinema de Cannes.
Mais completo, impossível. A Cidade de Deus, filme de Fernando Meirelles, baseado no romance de Paulo Lins, é simplesmente extraordinário, uma obra de arte das que não se viam desde os tempos de David de Miguel Ângelo.
Sempre em torno do fulcro da questão, Meirelles, com o apoio da co-directora Katia Lund, fizeram esta maravilha. Criaram uma oficina de interpretação e trabalharam com actores não profissionais do Rio mais de oito meses antes do filme. Utilizando as mais recentes técnicas cinematográficas, este filme é atractivo, impactante e visceral.

Este elenco não seria tão perfeito se não tivesse havido o trabalho de Lund que já havia trabalhado na favela Cidade de Deus algumas vezes incluindo num vídeo-clip de Michael Jackson.
O narrador participante e a capacidade do elenco reproduzir a história que lhes é muito próxima, leva a que veja-mos este filme como um documentário.
A história começa então com uma galinha a fugir por entre ruelas e passagens com um bando de marginais armados até aos dentes, atrás de si depois do pobre animal ter assistido à morte de uma companheira proporcionando uma perseguição tão intensa que não vemos desde a aparição de Matrix, que deu inspiração ao autor quando vemos as cenas fotográficas.
Tudo isto é a introdução para uma história que remonta a décadas atrás numa das mais pobres favelas, a Cidade de Deus. Mas o que destaca no filme é a história de Buscapé que é um rapaz que quer ganhar a vida honestamente como fotografo o que vai ser complicado. É esta também a personagem que serve como narrador para o filme e que nos explica de várias maneiras a história.
Filmado apenas em nove semanas, este filme recebeu dezenas de prémios a nível mundial incluindo nomeações para os Oscares da Academia para melhor director, melhor fotografia, melhor montagem e melhor roteiro adaptado , melhor filme estrangeiro nos Globos de Ouro e revelação do Festival de cinema de Cannes.
Recomendo este filme a toda a gente e lembro que foi um filme brasileiro visto em todo mundo:
Para mais informações visite: http://cidadededeus.globo.com/
Para mais informações visite: http://cidadededeus.globo.com/09 setembro, 2005
Os sessenta anos da bomba atómica
Há dias para esquecer. Outros que seria bom esquecerem, apesar de isso não ser possível. Há outros dias ainda que, pela sua alegria ou pela sua infinita tristeza, temos que lembrar.
6 e 9 de Agosto entram nesta categoria.
São dias obrigatórios.
De um lado do Mundo, assinalam-se os bombardeamentos que puseram fim à Segunda Guerra Mundial.
No outro, choram-se os mortos desses bombardeamentos, chora-se a factura da paz.
No meio, há toda uma multidão que não pode esquecer que Hiroshima e Nagasaki, eram cidades como Lisboa, Porto, Londres ou Madrid, habitadas por pessoas que riam, choravam, sentiam e amavam.
A única diferença é que eram cidades japonesas. Eram "inimigos".
A guerra acabou. Com as mortes de Hiroshima e Nagasaki, nos dias 6 e 9 de Agosto de 1945, pôs-se fim à barbárie que, hoje, o Japão reconhece ter infringido aos seus vizinhos asiáticos.
Mas será que a guerra acabou mesmo? Os aviões Enola Gay e Grand Artist lançaram Little Boy e Fat Man em 1945. Seguiram-se os anos da Guerra-fria, da Cortina de Ferro, da corrida à tecnologia. Agora, vivem-se dias de medo e terrorismo. Porque o que se planta num dia é o que se colhe no outro, há que perceber o que aconteceu há 60 anos para compreender o que hoje se vive.
Há dias para esquecer. Outros que seria bom esquecerem, apesar de isso não ser possível. Há outros dias ainda que, pela sua alegria ou pela sua infinita tristeza, temos que lembrar.
6 e 9 de Agosto entram nesta categoria.
São dias obrigatórios.
De um lado do Mundo, assinalam-se os bombardeamentos que puseram fim à Segunda Guerra Mundial.
No outro, choram-se os mortos desses bombardeamentos, chora-se a factura da paz.
No meio, há toda uma multidão que não pode esquecer que Hiroshima e Nagasaki, eram cidades como Lisboa, Porto, Londres ou Madrid, habitadas por pessoas que riam, choravam, sentiam e amavam.
A única diferença é que eram cidades japonesas. Eram "inimigos".
A guerra acabou. Com as mortes de Hiroshima e Nagasaki, nos dias 6 e 9 de Agosto de 1945, pôs-se fim à barbárie que, hoje, o Japão reconhece ter infringido aos seus vizinhos asiáticos.
Mas será que a guerra acabou mesmo? Os aviões Enola Gay e Grand Artist lançaram Little Boy e Fat Man em 1945. Seguiram-se os anos da Guerra-fria, da Cortina de Ferro, da corrida à tecnologia. Agora, vivem-se dias de medo e terrorismo. Porque o que se planta num dia é o que se colhe no outro, há que perceber o que aconteceu há 60 anos para compreender o que hoje se vive.
Há que não esquecer que, em dois dias, se hipotecaram gerações.
Em nome da paz. E, até hoje, o Mundo ficou refém do medo.
Por: Ana Cabrita
Hiroshima
O dia 6 de Agosto de 1945 amanheceu claro e quente em Hiroshima, a sétima maior cidade do Japão na altura, com 343 mil habitantes e uma guarnição militar de 150 mil soldados.
Hiroshima fica junto ao rio Ota, que desemboca no mar Interior. Naquela segunda-feira, apesar da guerra travada nas ilhas do Oceano Pacífico contra os Estados Unidos da América, a vida corria como sempre: os comerciantes já tinham aberto as lojas, os estudantes estavam nas salas de aula, os escritórios e as fábricas funcionavam normalmente.
Pouco antes das 8 horas da manhã, a sirene avisou sobre a presença de aviação inimiga. O alerta era tão corriqueiro que pouca gente correu para os abrigos antiaéreos. A sirene parou. Às 8h15, bem alto no céu, surgiu uma faísca branco-azulada que se transformou num arco rosado. Em décimos de segundo, Hiroshima (Ilha Larga) ficou branca. Prédios e casas levitaram. Pessoas e animais evaporaram, telhados e tijolos derreteram. Uma onda de calor de 5,5 milhões graus Celsius e ventos de 385 Km/h arrasaram a cidade.
Inocentemente chamada Little Boy, a bomba foi lançada por uma "Fortaleza Voadora" (um B-29 baptizado de Enola Gay, em homenagem à mãe do piloto) a 10 mil metros de altura. Desceu de pára-quedas e acabou por explodir a 650 metros do solo sobre o centro da cidade.
Tudo que se encontrava a 500 metros do epicentro da explosão foi imediatamente incinerado.
Segundos depois, a onda de choque atingia um raio de mais de 7 quilómetros.
Menos de uma hora depois da explosão, 78 mil pessoas tinham morrido e, dessas, 10 mil simplesmente evaporaram.
Consequências Indirectas:
37 mil feridos e milhares de pessoas foram as que vieram a morrer nos dias e meses seguintes. Durante muitos anos nasceram crianças deficientes devido à radiação a que as mães tinham sido expostas.
A explosão libertou uma quantidade absurda de radiação e o mundo conheceu pela primeira vez a imagem do temido cogumelo atómico.
Ao todo, morreram cerca de 300 mil pessoas em consequência directa do ataque.
Quem não morreu queimado, esmagado ou pulverizado sofreu mais tarde com os efeitos da radiação - em geral, morte por cancro.
A intenção do Governo dos Estados Unidos era de que o Japão se rendesse. Mas, mesmo com a destruição de Hiroshima, o Imperador Hirohito não capitulou.
Nagasaki
O nevoeiro e o trabalho das baterias anti-aéreas sobre a cidade de Kokura no dia 9 de Agosto condenaram Nagasaki, na ilha de Kyushu, a ser o alvo da segunda bomba atómica norte-americana.
O B-29 Grand Artist lança a bomba Fat Boy - assim nomeada em homenagem ao Primeiro-ministro britânico Winston Churchill - às 11h02.
Dos seus 250 mil habitantes, cerca de 40 mil morreram nesse dia.
A tragédia não foi maior porque o terreno montanhoso protegeu o centro da cidade, ao contrário do que havia acontecido em Hiroshima, que é relativamente plana.
Quatro meses depois, porém, as mortes na cidade chegavam a 80 mil.
A rendição incondicional do Japão ocorreu no dia 14 de Agosto, mas a Segunda Guerra Mundial só seria encerrada oficialmente a 2 de Setembro de 1945, um domingo, quando os representantes japoneses assinaram a rendição, a bordo do couraçado norte-americano Missouri.
Em 1950, o census nacional do Japão indicou que havia no país 280 mil pessoas contaminadas pela radiação das bombas de Hiroshima e Nagasaki.
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